O Arqueofuturismo de Guillaume Faye

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Texto por: Jean A. G. S. Carvalho  
Resultados da pesquisa

Um dos maiores elementos de encantamento da modernidade é o fetichismo tecnológico – geralmente, o simples desenvolvimento da técnica e dos mecanismos desarraigados de qualquer valor ou mesmo significado metafísico. É por isso que as pessoas amam a modernidade: touchscreen, redes sociais, aplicativos e gadgets, filmes e programação em streamming, múltiplos consoles de videogames – dentre outras facilidades que não se encontravam na antiguidade (nem mesmo num passado recente).

Um dos fatores mais significativos para a rejeição ao tradicionalismo é uma simples desinformação: o tradicionalismo é visto como essencialmente imobilista, contrário a qualquer avanço tecnológico, como o simples saudosismo de outras eras e o desejo de retorno ao passado. Em suma, o tradicionalismo é visto como a negação do presente e a ausência de vontade para com o futuro. Mas isso não é verdade.

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Ódio: A Espada de Marte como Virtude

wp-1483655953540.jpegOnde não há amor, sobra indiferença.
Onde há ódio, sobra amor.
Porque o ódio não é a ausência de amor, e não é uma falta dele. Na verdade, ele é uma das consequências disso.
Ódio é um veneno que vem junto com o amor, e o veneno também pode ser cura.
O ódio tem várias raízes, e algumas delas são inimagináveis. Afinal, além de vir da dor, ele vem da falta dela.
Quando se ama, o senso de justiça se torna mais forte, e a impunidade cada vez menos tolerável.
Já vivi e vivo cada um dos três em diferentes formas no dia a dia, e não é algo que qualquer um suporta facilmente.
Enquanto houver ódio, haverá amor.

Paz não é ausência de tormentos, e sim o término deles, mas eles nunca acabam, mas o que define a paz como longa é a nossa disposição para dar fim aos nossos pesadelos/problemas ou qualquer coisa que tire nosso sossego.
Não odeio quem odeia, odeio quem não odeia, porque a falta de ódio gera a falta de ação, e a falta de ação gera a impunidade. (Não confundam ódio com rancor.)

Já tinha sido dito antes:
Tudo o que o “mal” precisa para prevalecer é que as pessoas “boas” não façam nada.

Porque sentimentos sem atitudes não passam de sentimentalismo barato.
E quando se dá forma ao amor que se tem, você gera resultados que contagiam e consequentemente melhoram tudo ao seu redor.

~ Severo Sirius

Estive conversando com meu irmão sobre o assunto do amor e ele sintetizou nesse texto, sobre o ódio. Continuar lendo “Ódio: A Espada de Marte como Virtude”

Amor e Ódio: as faces da Amálgama

“Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.”
~ Carlos Drummond de Andrade, A Sem-Razões do Amor

The Beauty & The Beast | Úlfgangr

Para compreender a dicotomia amor e ódio, há que se liberar de conceitos vãos e recorrer ao saber por meio da meditação e da vivência do sentimento. Uma contemplação filosófica e que alcança o símbolo (imago) pode assim gerar símbolos menores (arquétipos) e que levam ao cerne metafísico (Μετά: além de tudo; Φύσις: Natureza).
Do ódio, ao contrário do que se pensa, obtemos o antídoto, seja este o Eros (romântico-erótico), o Philos (amigável-fraterno), Storgé (familiar-fraterno) ou Ágape (incondicional-divino).
Ambos são dons divinos, presenças demoníacas (δαιμονική) que se exprimem em pulsões, definem padrões de comportamentos e podem possuir os seres humanos, tornando-nos irascíveis.

O demoníaco, por outro lado

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