Raízes Pagãs Celtibéricas e Autóctones de Pindorama — O Panteão Ibérico

Serpiente_alquimica2 (2)Dando prosseguimento a nossa publicação anterior sobre o paganismo que fala ao sangue dos que moram hoje no Brasil, seguimos com alguns deuses da península ibérica que são peculiarmente similares às formas divinas de nossa tradição de deuses inomináveis. Os deuses românicos são conhecidos, e ainda serão muito discutidos neste espaço, pois seus mitos nos favorecem com bençãos e maldições. Quem ler outros textos perceberá que falo àqueles que possuem o sangue de errantes que chegaram aqui em busca de uma nova vida, deixando suas terras mas trazendo seus deuses no modus vivendi e no Sangue. Aqui, os deuses do outro lado do Oceano comungaram com mitos indígenas para criarem uma nova atmosfera: o reino do Novo Mundo em que árvores de pau-brasil tingiram histórias com novos rumos. Novas teias para serem tecidas no silêncio, ao som de uirapurus e urutaus, e sob as asas de urubus e harpias. Aos italianos daremos toda uma outra série própria que já vem sendo escrita, pois Lupércus realmente nos chama, assim como Woden e Karneios. No entanto, seguimos para as terras de Portugal, onde os deuses lusitanos estiveram em síntese quer com os celtas quer com os romanos. O povo lusitano adoptou os cultos de ambas as civilizações, influenciando deste modo as crenças locais. Algumas divindades lusitanas foram assimiladas pelos romanos.
A mitologia portuguesa é herdeira de um caldeirão de povos e culturas, com mitologias bastante diversas entre si, que deixaram um fértil legado imaginário. Engloba o conjunto de narrativas maravilhosas e lendas sobre personagens e suas façanhas, fenómenos naturais e objectos extraordinários ou regiões fantásticas, com características sobrenaturais, transmitidas de geração em geração, no decorrer dos séculos, tanto no campo literário como no da tradição oral. Continuar lendo “Raízes Pagãs Celtibéricas e Autóctones de Pindorama — O Panteão Ibérico”

Fenecendo

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A serpente está trocando sua pele,
O homem Louco está circuambulando o asilo.

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Wyrd em constante mudança,
É ἔρως e Πόλεμος,
Colidindo e espraiando,
Em λόγος.

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Mas λόγος às vezes falha,
E o Amor é perturbado,
Como se beijado por algum feitiço invisível,
E assim οὐσία está fenecendo,
Por causa de δόξα, por causa de λόγος,
Por causa do absurdo…

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Ὕβρις, ἔρις, maculando Δίκη,
E quando Δίκη já não tem olhos para ver,
Sol & Luna através das(s) falha(s) de λόγος,
Mais uma vez divididos,
De seu romance alquímico.

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Para qualquer coisa para unir corretamente,
Faça uma oferenda de leite e mel sob uma árvore,
E cante incansavelmente para Ἁρμονία e ἀρετή,
Somente através dessa busca,
Pode ἔρως e Πόλεμος,
Dançar juntos novamente em unificação.

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Mais uma restauração de οὐσία,
Amor curativo,
Temperando a ὕβρις,
Temperando o λόγος,
Percebendo a Wyrd.

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Pois o amor é κόσμος
E κόσμος é θεός.

concentrateonthissigil

~ Beldam
~ Philosophia Teorética e Arte Sábia Sestra — Acausalidade
~ Comunidade Avernal da Canídea, Pacto da Alcatéia

Operação Licantropo — Desafio de Abril

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À medida que entramos em abril de aqueles que estão andando este Caminho estão entrando já no segundo trimestre de seu ano, acrescentando disciplina por disciplina e criando uma base de solidez do qual o seu próprio trabalho e mito florescerão com o tempo.

Esta época do ano é, além disso, um símbolo de novos empreendimentos, novas visões para explorar, e a época do ano em que muitos povos pagãos celebravam o conceito de vitória e conquista. Como tais, estaremos abraçando essa ideia e colocando em teste um pouco do que temos nos focado. Continuar lendo “Operação Licantropo — Desafio de Abril”