Fenecendo

bannnner
A serpente está trocando sua pele,
O homem Louco está circuambulando o asilo.

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Wyrd em constante mudança,
É ἔρως e Πόλεμος,
Colidindo e espraiando,
Em λόγος.

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Mas λόγος às vezes falha,
E o Amor é perturbado,
Como se beijado por algum feitiço invisível,
E assim οὐσία está fenecendo,
Por causa de δόξα, por causa de λόγος,
Por causa do absurdo…

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Ὕβρις, ἔρις, maculando Δίκη,
E quando Δίκη já não tem olhos para ver,
Sol & Luna através das(s) falha(s) de λόγος,
Mais uma vez divididos,
De seu romance alquímico.

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Para qualquer coisa para unir corretamente,
Faça uma oferenda de leite e mel sob uma árvore,
E cante incansavelmente para Ἁρμονία e ἀρετή,
Somente através dessa busca,
Pode ἔρως e Πόλεμος,
Dançar juntos novamente em unificação.

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Mais uma restauração de οὐσία,
Amor curativo,
Temperando a ὕβρις,
Temperando o λόγος,
Percebendo a Wyrd.

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Pois o amor é κόσμος
E κόσμος é θεός.

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~ Beldam
~ Philosophia Teorética e Arte Sábia Sestra — Acausalidade
~ Comunidade Avernal da Canídea, Pacto da Alcatéia

Βαφή Μέθης

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Φύσις, por Úlfgangr.

Outros templos são maiores e mais luxuosos que a Casa de Bast, mas nenhum é mais agradável aos olhos do que este.”

— Heródoto, Histórias Livro II, cap. 137

[“Ναοί είναι πιο ευρύχωρο και πιο δαπανηρό από αυτό του Βούβαστις, αλλά καμία τόσο ευχάριστο να βλέπω.” – Ο Ηρόδοτος]

 

Άγιος Ό Βούβαστις!

~ Fenrirsvolk, 127 yF

Lámias Naturalis

Lámias Naturalis

O homem é feito de momentos.
Alguns flashes de eternidade que se repetem,
no meio de uma terra deserta.
Somos, assim, meras folhas amareladas caindo no solo recém húmido de chuva.
O cheiro da terra vindo daquele incenso que deixei ao lado
Tudo me lembrava os rostos que deixei para trás
Óleo de amêndoas junto ao carvão
Nada mais perfeito que uma chuva
Para que os olhos da natureza me fitassem

Em meio à densas folhagens
Uma árvore chamava minha atenção
Suas cascas em sangue
eram os resquícios de vícios por inflamar

Meus pés sobre a poeira
Da qual vim, e para qual voltaria
Poeira Sou, observando a árvore
Me chamando para seu espetáculo
A ninfa que ali vive deu-me um presente.

E aqui, no presente
Penso nas dádivas que o cosmo me proporcionou
Todas as maldições do passado
O futuro, porvir incerto
Num labirinto de vozes me encontro
As folhas vibram ao vento
Natureza em uníssono coro

Uni-verso…

Quem me dera ter o dom daquela
Ninfa da árvore cinzenta
O dom de ser poesia no que não é dito
Curvar-se ao vento
Perder as folhas
Descer ao inverno e cantar no espaço
Entre sons…

Não eram os sons que faziam as sereias
Que levaram os navegantes à loucura
Mas o vazio entre os cantos.

Longínquos cantos de silêncio…

~ Viktor Kruschev  –  Peculiar

Escrito sob a inspiração das sarcedotisas dos bosques.