Soldados da Besta: Os Berserkers e a Expansão Viking

Wotan


Furor teutonicus 
(“Fúria teutônica”, denominação feita pelos cronistas romanos sobre o impulso dos germânicos em combate).

Wodan… id est furor (“Wotan… isso significa fúria”).
~ Bispo Adam de Bremen, século XI. {A ira é o “quarto pecado” cristão}

A furore normanorum libera nos, Domine. (“Da fúria dos nórdicos livrai-nos, Senhor”).
~ Oração medieval.

“O número de barcos está crescendo. O fluxo interminável de vikings continua a aumentar. Em todo lugar os cristãos são vítimas de massacres, incêndios e saques. Os vikings conquistam tudo em seu caminho. Ninguém pode lidar com eles. Eles tomaram Bordéus, Périgord, Limoges, Angoulême e Toulouse. Angers, Tours e Orleães foram destruídas. Uma incontável frota vela Sena adiante e o mal domina o país. Rouen ficou deserta, saqueada e queimada. Paris, Beauvais e Meaux foram conquistadas; as fortificações de Melun foram derrubadas; Chartres está ocupada, Evreux e Bayeux saqueadas e muitas outras cidades sitiadas”.
Ermenary de Noirmoutier — França, década de 860.

A história dos povos indo-europeus ensina-nos que toda grande obra vem em primeiro lugar do bárbaro “autêntico” e incontaminado, e das alianças de guerreiros ou männerbunden, que são as únicos capazes de mudar o mundo e o tempo através da ação direta. Neste escrito, os mais notáveis representantes do bárbaro indo-europeu e das alianças de guerreiros serão discutidos.

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Raízes Pagãs Celtibéricas e Autóctones de Pindorama — O Panteão Ibérico

Serpiente_alquimica2 (2)Dando prosseguimento a nossa publicação anterior sobre o paganismo que fala ao sangue dos que moram hoje no Brasil, seguimos com alguns deuses da península ibérica que são peculiarmente similares às formas divinas de nossa tradição de deuses inomináveis. Os deuses românicos são conhecidos, e ainda serão muito discutidos neste espaço, pois seus mitos nos favorecem com bençãos e maldições. Quem ler outros textos perceberá que falo àqueles que possuem o sangue de errantes que chegaram aqui em busca de uma nova vida, deixando suas terras mas trazendo seus deuses no modus vivendi e no Sangue. Aqui, os deuses do outro lado do Oceano comungaram com mitos indígenas para criarem uma nova atmosfera: o reino do Novo Mundo em que árvores de pau-brasil tingiram histórias com novos rumos. Novas teias para serem tecidas no silêncio, ao som de uirapurus e urutaus, e sob as asas de urubus e harpias. Aos italianos daremos toda uma outra série própria que já vem sendo escrita, pois Lupércus realmente nos chama, assim como Woden e Karneios. No entanto, seguimos para as terras de Portugal, onde os deuses lusitanos estiveram em síntese quer com os celtas quer com os romanos. O povo lusitano adoptou os cultos de ambas as civilizações, influenciando deste modo as crenças locais. Algumas divindades lusitanas foram assimiladas pelos romanos.
A mitologia portuguesa é herdeira de um caldeirão de povos e culturas, com mitologias bastante diversas entre si, que deixaram um fértil legado imaginário. Engloba o conjunto de narrativas maravilhosas e lendas sobre personagens e suas façanhas, fenómenos naturais e objectos extraordinários ou regiões fantásticas, com características sobrenaturais, transmitidas de geração em geração, no decorrer dos séculos, tanto no campo literário como no da tradição oral. Continuar lendo “Raízes Pagãs Celtibéricas e Autóctones de Pindorama — O Panteão Ibérico”

Fenecendo

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A serpente está trocando sua pele,
O homem Louco está circuambulando o asilo.

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Wyrd em constante mudança,
É ἔρως e Πόλεμος,
Colidindo e espraiando,
Em λόγος.

.

Mas λόγος às vezes falha,
E o Amor é perturbado,
Como se beijado por algum feitiço invisível,
E assim οὐσία está fenecendo,
Por causa de δόξα, por causa de λόγος,
Por causa do absurdo…

.

Ὕβρις, ἔρις, maculando Δίκη,
E quando Δίκη já não tem olhos para ver,
Sol & Luna através das(s) falha(s) de λόγος,
Mais uma vez divididos,
De seu romance alquímico.

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Para qualquer coisa para unir corretamente,
Faça uma oferenda de leite e mel sob uma árvore,
E cante incansavelmente para Ἁρμονία e ἀρετή,
Somente através dessa busca,
Pode ἔρως e Πόλεμος,
Dançar juntos novamente em unificação.

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Mais uma restauração de οὐσία,
Amor curativo,
Temperando a ὕβρις,
Temperando o λόγος,
Percebendo a Wyrd.

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Pois o amor é κόσμος
E κόσμος é θεός.

concentrateonthissigil

~ Beldam
~ Philosophia Teorética e Arte Sábia Sestra — Acausalidade
~ Comunidade Avernal da Canídea, Pacto da Alcatéia

Operação Licantropo — Desafio de Abril

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À medida que entramos em abril de aqueles que estão andando este Caminho estão entrando já no segundo trimestre de seu ano, acrescentando disciplina por disciplina e criando uma base de solidez do qual o seu próprio trabalho e mito florescerão com o tempo.

Esta época do ano é, além disso, um símbolo de novos empreendimentos, novas visões para explorar, e a época do ano em que muitos povos pagãos celebravam o conceito de vitória e conquista. Como tais, estaremos abraçando essa ideia e colocando em teste um pouco do que temos nos focado. Continuar lendo “Operação Licantropo — Desafio de Abril”

Drakeîn

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Miranda — Richard Moult, 2005.

“Abertura e simplicidade,
afetos às claras.
Nada por ocultar
aos olhos da consciência.”
~ Abelard Gregorian, Transparência.

Uma das formas pela qual a realidade divina se expressa é pela arte. A arte do belo e do natural expressam as forças divinas de forma sem igual, em sua sonoridade ou paisagem misteriosa, aberta àqueles que andam o Caminho dos Mistérios Sussurrados (Rūnō Wɪð).
Aqui serão publicadas algumas obras que sussurram para nós alguns destes mistérios. Saiba Ver e Ouvir… Continuar lendo “Drakeîn”

Raízes Pagãs Celtibéricas e Autóctones de Pindorama

A Bela e a Fera -- Úlfgangr, 2017
A Bela e a Fera — Úlfgangr, 2017

“E vós, formosas mouras encantadas,
Na noite de S.João ao pé da fonte,
Áureas tranças com pentes de ouro fino
Descuidadas penteando
enquanto o orvalho
Nas esparsas madeixas arrocia
E os lindos anéis de perlas touca.”
— D. Branca, Almeida Garrett

As lendas sobre bruxas montadas em animais têm sua origem nos ritos extaticos do passado paleolítico, como já dissemos. O voô rápido é uma técnica real utilizada ainda hodiernamente nos pactos da Arte Sem Nome. Os arcanos para esses ritos se escondem em poemas, feitiços, poções, músicas e pinturas. Remetem à Caçada Selvagem e ao Casamento Divino já tratados aqui. Por diversas civilizações vemos rastros e pegadas de nossos daimones e dos sabbats.
No norte de Portugal temos Continuar lendo “Raízes Pagãs Celtibéricas e Autóctones de Pindorama”

Desafio: Operação Licantropo

Desafio: Operação Licantropo

Compartilho aqui algumas obras que se alinham com a essência deste espaço, por envolver o culto ao Deus Caçador Selvagem, o resgate de nossa natureza inegável de caçadores-coletores, herança do Paleolítico. A primeira obra é um texto de Paul Waggener, do grupo Operation Werewolf que assume uma postura dissidente e nietzschiana, por assim dizer. Também prestam culto ao Deus Lupino, o que nos é propício. Resolvi publicar a tradução deste texto agora em Março devido ao Equinócio que marca o florescimento ou frutificação da estação que anuncia o surgimento do Herói, assim como o advento da Deusa raptada como um fogo divino. É o Início do nosso novo Anno. A obra seguinte é uma seleção de músicas para meditação do projeto Paleowolf.
~ Petros Sirius

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Desafio de Março

Começaremos este mês expandindo nossa prática de meditação. Continuando a nossa disciplina de reservar tempo, vamos aumentar de 5-10 minutos por dia para 10-15 minutos.
Durante este tempo, vamos levar alguns minutos para simplesmente relaxar e monitorar a nossa respiração e assim por diante, mas este mês, depois de fazer isso, vamos realizar alguns exercícios para aguçar a mente para a nossa próxima fase.

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